
KaSoma, nome artístico de José Cassoma, nasceu em Luanda. Estudou Sociologia pela Universidade Católica de Angola (UCAN).
KaSoma é um fotógrafo documental cuja prática se desenvolve a partir da observação crítica do quotidiano urbano em Angola. O seu trabalho investiga as relações entre espaço, corpo e memória, com especial atenção às estruturas invisíveis que organizam a experiência da cidade.
Trabalhando com uma abordagem não interventiva, o artista posiciona-se como observador, privilegiando o tempo, a repetição e o detalhe como ferramentas narrativas. As suas imagens emergem de contextos aparentemente banais, revelando camadas de significado que tensionam visibilidade e invisibilidade, presença e ausência.
A sua pesquisa visual dialoga com o conceito de Não-lugares, explorando espaços urbanos desprovidos de identidade relacional — como bancos públicos, ruas de passagem e zonas marginais — enquanto dispositivos simbólicos de análise social. Nestes contextos, evidencia-se a influência de práticas urbanas contemporâneas, incluindo formas de arquitetura hostil e estratégias de controlo do espaço público.
Os seus projetos desenvolvem-se em séries de longo prazo, destacando-se:
Komangu: Cantos e Encantos — investigação sobre permanência e exclusão em espaços de descanso urbano.
O Olhar Silencioso — estudo sobre observação, distância e fluxo urbano.
Lugares Esquecidos e Histórias Silenciadas — reflexão sobre memória, abandono e invisibilidade territorial.
Labuta - reflete as vivências laborais em diversos segmentos e, sobretudo, o trabalho informal como um dinamizador estrutural da economia e uma "válvula de escape".
A escolha pelo preto e branco constitui uma estratégia estética e ética, que reforça a dimensão intemporal da imagem e elimina elementos distrativos, permitindo uma leitura mais concentrada da forma, da luz e da composição.
A obra de KaSoma situa-se no cruzamento entre arte e investigação, propondo a fotografia como um meio de leitura crítica da cidade contemporânea angolana e das suas transformações sociais.
É representado, desde 2024, pela Curadorias Produções Ltda (https://www.curadorias.com.br/sobre), sediada no Brasil, como curadora principal Samantha Buglione.
- Exposição fotográfica individual LABUTA (2026), na Galeria Mayamba, em Luanda, com a curadoria de Oivando Carlos e Samantha Buglione.
- Participou (2026) do concurso World Press Photo, na categoria Fotografia Documental, Photo Contest - Africa - Singles
- Vencedor em duas edições (2025 e 2026) Best Photo of Week, no Photographers With Vision.
- Exposição fotográfica individual KOMANGU: Cantos e Encantos (2025), no Palácio de Ferro, em Luanda, com Curadoria de Samantha Buglione e Adriano Cangombe.
- Participou da exposição fotográfica colectiva 50 Angolas (2025), uma iniciativa da Famecos e do Instituto de Cultura da PUCRS, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), no Brasil, com Curadoria de Samantha Buglione e Raul Krebs.
- Em 2026 participou da 𝗢𝗙𝗜𝗖𝗜𝗡𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗨𝗥𝗔𝗗𝗢𝗥𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗔𝗥𝗧𝗘 𝗘 𝗘𝗦𝗖𝗥𝗜𝗧𝗔 𝗣𝗢É𝗧𝗜𝗖𝗔, com a autora portuguesa Filipa da Rocha Nunes, no Camões - Centro Cultural Português.
- Participou da Formação em Cinema Documental - Do Roteiro a Acção, na Alliance Française de Luanda, 2025
- Participou do Workshop de Fotografia com o professor Rui Tavares, 2024, pelo Festival Internacional de Cinema Documental - DOCLUANDA, na Academia SOAPRO.
- Fez parte do Projeto Fotografia de Valor (2024), realizado pelo professor Nei Bernardes, Brasil.