Komangu: Cantos e Encantos

O nome do projecto vem do umbundu komangu, que significa "banco". Iniciado em 2023, nasceu da observação dos bancos públicos enquanto espaços de encontro e refúgio — mobiliário urbano que o artista usa como metáfora para atravessar temas como política, arquitectura, urbanismo, antropologia, sociologia e memória.

Projecto de fotografia documental que investiga a relação entre corpo e espaço urbano a partir da observação dos bancos públicos em Luanda. Inspirado na teoria dos não-lugares de Marc Augé, analisa esses dispositivos urbanos como pontos de pausa, interacção social e expressão quotidiana, revelando dinâmicas invisíveis no fluxo metropolitano.

A pesquisa fotográfica foi realizada em dias úteis e horários laborais, captando o contraste entre o ritmo acelerado da cidade e os momentos de repouso ou espera — um contributo para o debate sobre direito ao espaço urbano, memória colectiva e percepção sensível da cidade.

Além do corpus fotográfico, o projecto tem uma dimensão de mediação cultural, prevendo exposições itinerantes, rodas de conversa e oficinas educativas com comunidades locais, fortalecendo o acesso democrático à arte.

Homem vs Telefone
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